
Uma estratégia natural de sobrevivência que pode ser um grande mal se não for controlada
maio de 2025
O estresse é uma resposta natural e complexa do nosso organismo a situações que identificamos como desafiadoras ou ameaçadoras, assim como àquelas que exigem uma adaptação às circunstâncias. Não se trata de um simples momento ou um estado de nervosismo ou ansiedade, mas sim um elenco de reações físicas e psicológicas que nos preparam para enfrentar a adversidade ou o perigo que se apresenta, ou então fugir de uma demanda de risco.
Quando estamos diante de uma situação estressora, que pode ser um prazo apertado no trabalho, um problema financeiro ou até mesmo um barulho inesperado (susto), o nosso cérebro envia sinais específicos para o corpo. Como resultado, hormônios como o cortisol e a adrenalina são liberados, resultando em batimentos cardíacos acelerados, aumento da pressão sanguínea e direcionamento de mais energia para os músculos.
Em doses adequadas e por curtos períodos, essa resposta é vital, isto é, esse mecanismo do estresse é uma estratégia de sobrevivência. Na verdade, ele nos ajuda a ter um desempenho melhor em momentos de pressão e a reagir rapidamente a perigos e a superar obstáculos. Pense em um atleta antes de uma competição ou em um estudante se preparando para uma prova: um certo nível de estresse pode ser um motor para facilitar o desempenho.
Todo esse aparato estratégico, portanto, tem um objetivo. Uma vez que a pessoa tenha enfrentado o evento ou decidido escapar, as condições originais são retomadas e o corpo volta à normalidade. No entanto, o problema surge quando o estresse se torna crônico, ou seja, quando as demandas são contínuas e o corpo permanece em estado de alerta por muito tempo.
Nesse sentido, uma sobrecarga constante desgasta o organismo e pode resultar em uma série de distúrbios na saúde, como insônia, dores de cabeça, problemas digestivos, enfraquecimento do sistema imunológico, e até mesmo contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e transtornos de humor como ansiedade e depressão.
Um aspecto importante a ser considerado é a diferenciação entre o estresse e a ansiedade, embora estejam frequentemente interligados. Assim, enquanto o estresse é uma reação a uma demanda ou ameaça percebida no presente, como vimos, a ansiedade geralmente se manifesta como uma preocupação excessiva e persistente com relação a eventos futuros, muitas vezes tomando como base cenários hipotéticos ou especulativos. Por sua vez, o estresse pode desencadear ansiedade, assim como a ansiedade pode ser uma fonte de estresse.
Compreender o estresse é o primeiro passo para gerenciá-lo. Reconhecer os sinais em seu corpo e mente, identificar as fontes de pressão e desenvolver estratégias de enfrentamento – seja através de exercícios físicos, meditação, hobbies ou buscando apoio profissional – são essenciais para evitar que essa resposta natural se torne um inimigo da sua saúde e bem-estar.
blog Sal e Luz
by Ricardo B. Buchaul
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